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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Entre céus

O canto insistente de um pássaro chamou minha atenção na quinta-feira passada, dia 24 de janeiro. Do alto do telhado, o animal parecia aflito. Afinal, um ser humano, com todas suas fragilidades, consegue distinguir a melodia feliz daquela triste e preocupada.

Diante da curiosidade e da dúvida, encontrei o motivo para tanta preocupação. Seu filho permanecia sobre os galhos do pingo-de-ouro, planta que forma um muro vivo nos fundos de casa. Ele, capaz de voar tão alto, estava ali, perto de todos os perigos, inclusive da astúcia de uma gata.

A luta, travada diante dos ensinamentos de um voo, não cessou. Se prolongou durante o fim do dia, da noite e do outro dia. Em casa já estávamos acostumados com o barulho, com o aprendizado e com a parceria. Todos os olhos, porém, estavam sempre atentos para qualquer investida da Missinha, bichana pra lá de caçadora.

E foi na sexta-feira, que a mamãe pássaro também apareceu na cena. Já em outro telhado, vigiavam o menino, recém saído do ninho. Agora, o jovem já havia voado mais longe. Assim, repousava sobre os galhos de um pequeno coqueiro, instalado num jardim próximo à piscina.

Ao mesmo tempo em que deslumbravam o céu, cheio de nuvens e de mistérios, o casal não tirava os olhos da cria. Quem dera poder ajudar, quem dera conseguir levar o filho nas asas, para o resto de suas vidas. Ah, mas quando é chegada a hora, voos precisam ser conquistados. É a liberdade gritando, a vida adulta iniciando sua corrida.

***
No domingo, dia tenebroso, macabro, a luta não continuou. De forma estranha o silêncio se fez. Papai, mamãe e filho pássaro não foram mais avistados.

No vizinho, na antena instalada no alto do telhado laranja, outra dupla chamou a atenção. Um pequeno passarinho preto seguia um sabiá. Eles não eram da mesma família, era evidente. Também não eram aqueles com os quais minha família se acostumara nos últimos dias. Formavam uma nova família, diferente, engraçada, iluminada.

Daqueles que alçaram voo, ou sumiram pelos céus, ficou a lembrança de um dia singular, cinza, sombrio e cheio de incertezas. Daqueles que se foram, ficaram outros pássaros. Únicos, perdidos, solitários, mas iguais e irmãos da mesma dor.

Foto: minha autoria

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Uma cama, please

Os últimos dias têm sido bastante agitados. Trabalho, família, brechó, dança e outros compromissos têm levado minha energia para tão, tão distante. Dormir tarde, acordar cedo e permanecer com sono o dia inteiro já virou rotina. Pareço reviver aqueles tempos judiados de faculdade.

Mas em meio a tanta função, ainda encontrei tempo, nessa semana, para promover um dia diferente. Assim como anunciei por aqui, meus primos se aventuraram lá por casa para uma noite do pijama e uma quinta da piscina. Mesmo que meu afilhado Felipe tenha escolhido ir para casa, a diversão não deixou de acontecer.

É engraçado como muitas coisas nessa vida se repetem. A Ana e o Gustavo são, agora, a Heloísa e o Eduardo que adoravam dormir na casa da tia recém casada com um tio muito divertido. Essa história, porém, conto outra hora. Agora estou sem energias.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Da garotada

Na noite de hoje, 23, vou reviver grandes lembranças. Daqui a pouco, crianças levarão, lá para casa, toda a magia que só elas têm e sabem distribuir. A Heloísa aqui, sempre apaixonada por dormir na casa de tios, avós e dindos, nos tempos de infância, vai ter que cuidar (que responsa!) de dois primos e um afilhado, filhos dos irmãos mais novos do meu pai.

Toda a família está animada para receber a trupe. O Vagner vai ficar encarregado das palhaçadas - o que não será difícil para ele -, a dona Juliana será a cozinheira oficial e o Eduardo, meu irmão, o carinha que manja de jogos no play e de computador.

Será apenas uma noite. Mas assim como eu, espero que lembrem dessa "folia" por muito tempo.

Gustavo, Ana Cláudia e Felipe: o trio parada dura

Ps.: amanhã, provavelmente, estarei sem energias para escrever.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Abençoado

Depois de fechar as portas do Brechó da Lolô, no sábado, cansei. O sono bateu e ficou por ali, do meu lado, no caminho de Vera Cruz a Venâncio Aires (RS). Foram quase 30 minutos lutando, lutando, lutando e perdendo. Quando cheguei ao destino, então, fui nocauteada. Novo destino: a cama. 

Após passar três horas sobre o colchão e sob as cobertas, acordei. O primeiro desejo, no entanto, foi saber qual seria a próxima hora de ir dormir. Será que isso é mal de taurino ou de família?

Além de mais algumas horas de sono, desejei que o domingo fosse frio, aconchegante e que tivesse gostinho de café. Pelo mais milagroso dos milagres, alguém lá de cima resolveu me atender. Que delícia de dia o de ontem, né?

Para fechar com chave de ouro, ainda visitei, ao lado do namorado Vagner, as instalações do Rancho América. A loja de antiguidades, na RSC 287 (próxima ao Natura Motel), é um luxo só. Dá vontade de comprar tudo, apesar do meu bolso não estar à altura dos preços.

Mas o melhor de tudo foi o cappuccino que experimentei por lá. Valeu cada centavo! (Ainda sinto o gostinho na ponta da língua). Mais tarde, quando deitei novamente, adivinha com o que eu queria sonhar? Para toda delícia sempre deve haver um bis. ;)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ativar!

Doeu, mas doeu muito deixar o blog de lado na reta final do ano. Que tristeza! Depois do Brechó da Lolô - especial de Natal (que foi um sucesso) o tempo voou. Passou rápido demais. Entre confraternizações de fim de ano, mais edições de brechó e diversos outros compromissos, me vi sem tempo de escrever uma linha sequer.

À tarde, enquanto trabalhava, fazia planos de escrever posts ao chegar em casa, à noite. O cansaço, porém, sempre vencia. Foi grande a frustração, confesso. Justamente no mês mais legal do ano, justamente quando tinha váááárias coisas para contar aqui, recebi "nãos" ao pedir empréstimos de minutos ao relógio.

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Mesmo que minha pequena mania de choramingar não tenha passado, o ano de 2012 já se foi - e faz tempo. Agora, no novo ano, pretendo manter o blog lindo, atualizado e saltitante, assim como era antes (momento "eu me amo"). Ah, alerto para possíveis posts seguidos sobre o mesmo assunto: Brechó da Lolô, o grande projeto de 2013.

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Por falar nele, abaixo registro de mais um quadro que vai enfeitar a seção infantil. Hoje, olhando para os guardados do armário, em meu quarto, não hesitei e decidi levá-lo ao Rincão da Serra. A foto da menina que passava dias na casa dos avós, no interior de Vera Cruz, agora vai figurar pelo mais novo empreendimento da localidade. Projeto sonhado e idealizado pela mesma menina.