De uns tempos pra cá decidi não perder oportunidades. Aproveitar todos os convites, participar de tudo, inventar moda e confraternizar. Se tem entrada free, bóia e bebida de graça pode chamar que eu vou! Viagens, jantares, teatro, quermesse, baile da terceira idade... Tudo, tudo, tudo. A vida é pra se aproveitar, não é isso? (Só não vale chamar pra levar injeção na testa).
Essa minha doutrina, por sinal, rendeu momentos bem divertidos e diferentes no fim de semana. Sábado, por exemplo, participei da torcida da Afubra - empresa na qual meu pai e meu irmão trabalham- na escolha das soberanas da 28ª Oktoberfest. Apesar da candidata ficar sem a coroa, balançar bandeirinhas, vibrar com os bate-bate, cantar, gritar e fazer parte da melhor torcida foi uma experiência pra lá de interessante.
Já no domingo, mesmo diante de um frio de louco (dos mais dementes) e com uma baita dor nas costas (de tanto torcer no dia anterior), me aventurei pelas bandas de Santa Maria com a amiga Dayane Schmidt. Lá, à tarde, torcemos pelos Chacais, time de futebol americano de Santa Cruz do Sul, que jogou pelo Campeonato Brasileiro.
E pela primeira vez na história da minha vida fui pé-quente, ao lado de mais um monte de gente. Exageros à parte, mesmo sem entender nada, absolutamente nada do que acontecia em campo, gritei (algumas poucas vezes) pelos guris.
Resultado: 18 a 6 contra os Soldiers.
Das experiências de querer fazer tudo, de procurar o diferente, já coletei uma série de histórias. Teve jantar de vovozinhas, ida em circo bizarro, exposição fotográfica onde nem os próprios expositores estavam, chá da alta sociedade com comes acabando, entre tantos outros. Apesar das "frias", continuo na ativa. Fico esperta ao primeiro sinal de "quer ir comigo?", "tenho um ingresso sobrando". Enquanto meus amigos e família torcem para que eu não surja com mais uma "loucura", eu torço para que isso nunca acabe. Mas agora, neste momento, torço muito, muito mesmo, para que minhas costas melhorem. Por favor, permaneça, também, na torcida.