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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Seguindo a canção

Aos vinte e cinco anos somo quatro relacionamentos sérios (adotando a classificação do Facebook). Nunca comecei algo imaginando o fim. Mas hoje, olhando tudo o que já fiz, e aprendi, creio que todos os términos foram bons. Com o passar dos anos amadureci demais, moldei meu olhar. Hoje, sou outra Heloísa. Às vezes, ao olhar no espelho, nem me reconheço. 

Apesar de já estar cinco meses de volta ao mundo dos solteiros, muita coisa ainda soa estranho. É o velho processo de mudança que incomoda muitos, e taurinos em especial. Na avaliação retrospectiva: não lamento nada. 
 
É preciso ter coragem para correr atrás daquilo que faz bem. Parece fácil, mas não é. Viver sozinho, para a surpresa de alguns, pode ser muito mais interessante do que viver acompanhado. No fundo, tudo tem seus prós e seus contras. O importante, contudo, é não deixar que os outros decidam o que é melhor ou quem é melhor. 

Aquele velho ditado resume tudo: "antes só do que mal acompanhado". Amor próprio em primeiro lugar!

***
 
Afinal, o que foi que aprendi?

*Não comece algo por começar. Comece mesmo, de verdade, se quiser levar adiante. Se o único propósito for o de fazer o outro feliz;
* Sentiu vontade de trair? A vontade não passa? Termine. Há coisas que não valem a pena mesmo;
* Seja corajoso. Sempre;
* Nunca impeça o parceiro de fazer coisas que lhe deixam feliz (desde que sejam saudáveis);
* Nunca deixe de fazer nada (de bem) por causa do seu parceiro;
* Não se anule. Jamais ature coisas achando que elas vão passar. Com o tempo só piora;
* A convivência mostra quem a pessoa é. E no fim do relacionamento você ainda pode conhecer mais;
* “Amor” é algo difícil de definir. Ele se manifesta de várias formas. Tem vezes que não tem jeito. Não era amor mesmo;
* Namore um feio, um pobre, mas nunca um ignorante;
* A família do seu namorado será a sua também;
* Se a pessoa termina com você e logo começa um relacionamento, das duas uma: ou ela não te amava, ou não ama o novo "amor";
* Namorado não é uma coisa de extrema necessidade para se viver. Às vezes, sozinho, você é mais feliz ainda;
* Tudo se ajeita;
* Seja sempre você mesmo;
* Não se esqueça dos seus amigos;
* A pessoa te deixa pra baixo? Chute nela!
* Coloque defeitos e qualidade na balança. E aí, quem vence?
* Aconteça o que acontecer tente absorver as coisas boas. Por mais difícil que seja;
* Você PRECISA achar seu parceiro lindo, gostoso e tudo de bom. Admiração e respeito acima de tudo. Perdeu isso? Já era!
* No fim descobriu que ele era um idiota? Compre um João Bobo e pratique o soco.
* Namore alguém que te faça sorrir e que você goste de conversar;
* Tenha outros passatempos a não ser namorar;
* Dê o seu melhor, mesmo que, depois, você descubra que a pessoa não merecia. Quem faz o bem, recebe o bem. Mais cedo ou mais tarde;
* Não dá para sentir mágoa de quem não te magoou;
* Não namore alguém que sempre sabe de tudo, que sempre tem a razão;
 
Outra dica importante para quem está do lado de fora:
* Nunca tome partido, mas, se for para tomar, procure saber a versão dos dois lados.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Ê saudade

Faz quase um mês que decidi, de uma hora para outra, revolucionar minha vida. Foi, então, quando alguns sons começaram a me perturbar. Às vezes, o mais silencioso deles é, também, o mais perturbador. E quanto mais o tempo passa, mais estridentes ficam.


É incrível, mas o som da chave do velho armazém no Rincão da Serra, ao girar na fechadura, causa uma sensação estranha demais. Começo a pensar em abrir as portas usando tampões. Dói demais.

O dilema já começa ao pegar o chaveiro na bolsa. Em frente à velha porta verde preciso tomar cuidado e coragem. Antes que ela se abra sinto a necessidade de engolir seco - e de segurar lágrimas. Após abrir a mesma passagem por anos e anos só agora o coração aperta, se contrai todo. Eita, destino irônico esse.

Mas há, sim, uma explicação.  Ao entrar no prédio os pés começam a trilhar o sonho possível. Aos poucos os olhos percorrem cada detalhe. Tudo o que foi construído em tão pouco tempo. Cada prateleira, cada peça de roupa, cada sinal de dedicação... Ah, tudo diz tanto. Impossível pedir que outros compreendam.

Em meio às araras e aos manequins as lembranças vêm. Quantas coisas boas vivi no Brechó da Lolô. Quantas pessoas, quantos momentos, quantas risadas, quantas loucuras. Nos cabides, cartazes ou até mesmo nos pequenos reparos visualizo muito mais. Mas antes de ver, sinto. E sabe de uma coisa? Já estou com saudades.