Existem dias que marcam pela intensidade com a qual se desenrolam. São esses acontecimentos que garantem atenção especial, a cada ano, quando surgem no calendário.
Há exatos dois anos lembro do meu entusiasmo gigante. Vivia uma boa fase: solteira, tranquila e feliz. Após alguns torpedos no celular, passei o dia inteiro esperando pela noite. Sem imaginar, quando acordei no dia 23 de setembro de 2011 estava a poucas horas de iniciar uma nova história. Foi, então, quando beijei pela primeira vez o meu quarto ex-amor. A primeira paixão "eterna".
No ano seguinte, em 2012, o 23 de setembro marcou o penúltimo dia da realização de um sonho. Era o domingo para aproveitar os últimos passeios pelo Rio de Janeiro. Os passos apressados não deram conta de tudo. Cristo Redentor, Jardim Botânico, Forte de Copacabana, Centro Histórico... A saudade do Sul aumentava, mas a vontade de conhecer cada pedaço da Cidade Maravilhosa era maior ainda.
Hoje o 23 de setembro bate à porta. Tudo rápido demais. Na tarde nublada, nada digna de primavera, lembro de escrever essa retrospectiva. Coincidência ou não, o ciclo quase se iguala ao de 2011: tranquila, feliz e só.
Ainda parece cedo, mas já não é. Por enquanto a data tem tudo para não me surpreender como das outras vezes. Depois de um fim de semana agitado e cheio de emoções, a verdade é que preciso, somente, de um início calmo e descansado.
Entre um gole e outro de café, no entanto, compreendo o inevitável. Se eu quiser, se eu fizer, esse dias não passará despercebido. E pareço estar com sorte. Ainda tenho algumas horas para tentar e fazer o diferente. Quem sabe este texto seja apenas o início. ;)
No Clube da Helô você não paga mensalidade, não precisa de carteirinha, nem de exame médico. Aqui, quem tem mente aberta, bondade no coração e alegria no sangue é visitante vip. E para esses a entrada é liberada! Seja bem-vindo! :D
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Mas se eu bebo?
Recentemente soube de uma história triste. Quisera eu que ela jamais tivesse sido construída, que suas páginas fossem queimadas sem rabisco algum. Mas entre o querer e o poder há uma distância sem igual. (...)
Num domingo chuvoso, segui até o interior de Vera Cruz na companhia da minha mãe (não vou ser muito específica para preservar os envolvidos). Quando cheguei na casa, cumprimentei as pessoas e percebi seus olhares já notei o mal da família.
Os olhos claros da mãe e das crianças constrastavam com a vermelhidão do olhar paterno. Os meus olhos, já treinados para algumas situações, logo viram o que não queriam ver.
Enquanto eu relembrava de próprios momentos ruins vividos, a garrafa de cerveja se esvaziava na mesa em frente. Depois surgia outra. E mais outra. E mais outra. Ah, a arte de não se conter diante das tentações. A arte de não ser "macho" quando é preciso.
Na hora da partida, já dentro do carro, no caminho de volta para casa, a notícia: as noites não dormidas; os tapas e socos; os objetos quebrados; o "erro" na hora de urinar; a solidão; o medo; a angústia; a vida ingrata do quarteto que se iguala a um sem número de viventes. Terrível, terrível demais.
Não há como ficar indiferente. Não há como não sentir dores no peito, na alma, no inconsciente. Malditos sejam os vícios. Coitados aqueles que não conseguem dar valor às coisas boas e realmente valiosas dessa vida.
Quando uma ação desencadeia as piores reações, como o choro, a tristeza, a insegurança... Como o prazer de beber pode ser tão maior que o amor pela família, pelos filhos e por si mesmo?
Mais dolorido do que conhecer histórias como essa é viver, mesmo que de forma mais amena, as mesmas situações e compartilhar os mesmos sentimentos (doentes, por sinal). Mais dolorido ainda é ser trocado, tantas vezes, por um fardinho de cerveja. A companhia não vale nada, mas o gole vale tudo.
Num domingo chuvoso, segui até o interior de Vera Cruz na companhia da minha mãe (não vou ser muito específica para preservar os envolvidos). Quando cheguei na casa, cumprimentei as pessoas e percebi seus olhares já notei o mal da família.
Os olhos claros da mãe e das crianças constrastavam com a vermelhidão do olhar paterno. Os meus olhos, já treinados para algumas situações, logo viram o que não queriam ver.
Enquanto eu relembrava de próprios momentos ruins vividos, a garrafa de cerveja se esvaziava na mesa em frente. Depois surgia outra. E mais outra. E mais outra. Ah, a arte de não se conter diante das tentações. A arte de não ser "macho" quando é preciso.
Na hora da partida, já dentro do carro, no caminho de volta para casa, a notícia: as noites não dormidas; os tapas e socos; os objetos quebrados; o "erro" na hora de urinar; a solidão; o medo; a angústia; a vida ingrata do quarteto que se iguala a um sem número de viventes. Terrível, terrível demais.
Não há como ficar indiferente. Não há como não sentir dores no peito, na alma, no inconsciente. Malditos sejam os vícios. Coitados aqueles que não conseguem dar valor às coisas boas e realmente valiosas dessa vida.
Quando uma ação desencadeia as piores reações, como o choro, a tristeza, a insegurança... Como o prazer de beber pode ser tão maior que o amor pela família, pelos filhos e por si mesmo?
Mais dolorido do que conhecer histórias como essa é viver, mesmo que de forma mais amena, as mesmas situações e compartilhar os mesmos sentimentos (doentes, por sinal). Mais dolorido ainda é ser trocado, tantas vezes, por um fardinho de cerveja. A companhia não vale nada, mas o gole vale tudo.
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