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terça-feira, 24 de abril de 2012

Mundo da onça

Quando a onda animal print começou a desfilar por aí prometi que jamais usaria algo que lembrasse estampa de bicho. Considerava um desrespeito. Além disso, acreditava que isso poderia incentivar a matança de alguns animais. Coisas de Heloísa.

Minha ideologia durou até o dia que encontrei, por R$ 12, uma regata de oncinha. Pelo preço você já deve saber que não havia nada de especial nela. Sem dentes do animal, sem couro legítimo. Somente um pano recortado com a estampa pintadinha. Ufa, não precisei fazer mal a ninguém!

Passados alguns dias, me vi desprotegida, na rua, diante de uma baita chuva. Não tive opção a não ser comprar uma sombrinha de última hora. Na loja, adivinha qual foi o design que mais agradou? De onça! No mesmo instante comecei a acreditar naquela história de pagar pelos julgamentos ainda em Terra.

Mais dias, semanas e meses se passaram. Hoje, com o money dado pela avó como presente de aniversário, fui comprar uma sapatilha (amor à primeira vista). Quando o moço da loja perguntou qual modelo eu queria, apontei e ele disse "Ah, é aquela de oncinha?". É, não tem jeito. O amor me pegou...
Ps: as fotos, de minha autoria, foram feitas no domingo, no Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul (RS)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Elas são um doce

Simplesmente adoro quando minhas avós vão para a cozinha. Das artes culinárias delas nascem iguarias inesquecíveis. Bolos, cuca, bolinhos, galinhada... Hum, acho melhor para por aqui. É de dar água na boca.

Por falar nisso, uma das delícias preparadas pela minha vó materna, a dona Erica, fez sucesso hoje entre os colegas da Editora Gazeta, local onde trabalho. As balinhas de amendoim, preparadas com muito carinho para a Páscoa, deixaram a sexta-feira mais doce, sem falar no gostinho de quero mais.

O que seria da minha dieta sem minhas queridas? Muito sem sal, com certeza.


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Wake up!

Desde que recebi o release sobre o Wake, lançamento da Melitta, fiquei louca para provar a bebida. Por isso, no último domingo, 14 de abril, aproveitei a ida ao supermercado para arrematar a primeira caixinha. A escolhida foi o Wake Mocca, uma mistura de chocolate com café. Uma delícia, por sinal.

Hoje, numa nova viagem entre prateleiras e opções, escolhi o Wake Chocoberry, que permite sentir o gosto de chocolate branco, morango e café num só gole. Desse confesso que não gostei muito, pois a fruta não está entre as minhas prediletas.

Agora, resta apenas experimentar o Wake Toffee, que une café com caramelo. E não vejo a hora para fazer isso. Prove também. Vale a pena!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Verso e música

"A mansidão da campanha traz saudade feito açoite
Com olhos negros de noite que ela mesma querenciou
E o verso que tinha sonhos prá rondar na madrugada
Deixou a cancela encostada e a tropa se desgarrou"


O trecho acima é da música Quando o verso vem pras casas, de Luiz Marenco. A indicação para abrilhantar esta terça-feira é do meu namorado, Vagner Dresch. Confira no vídeo abaixo. Vale a pena! :)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Experimente


Quando decidi escrever esse post logo veio à mente a expressão "Experimenta! Experimenta!" que muitas vezes se ouviu por aí depois de uma propaganda de cerveja. O mais engraçado é que este texto refere-se, justamente, à cerveja. Tudo bem, vidas não mudarão devido a isso. Ao que interessa, então.

Na semana passada tirei um tempo para sair com as amigas. Na vida de uma solteira a prática é sagrada. Quando se começa um namoro, porém, o passatempo (infelizmente) se torna mais raro. Quando acontece, no entanto, é preciso aproveitar e curtir. Por isso, o local escolhido foi o novo pub da Heilige, em frente ao Parque da Oktoberfest, em Santa Cruz do Sul (RS).

O local, extremamente aconchegante, bacana mesmo, abriga uma decoração linda. Além disso, apresenta uma proposta requintada e inovadora. Na minha opinião, vale a pena reservar uma noite na agenda para apreciar e, o principal, experimentar.

Lá na Heilige eles têm uma tábua com cervejas. São cinco doses pequenas, de 100ml, mas que permitem ao paladar sentir muitas sensações. Cada cerveja tem um sabor bem peculiar. Das doses, confesso que não gostei de duas. O que achei bacana é que, não fosse a ideia deles, jamais teria experimentado algo tão diferente (pelo menos pra mim). Em uma noite consegui ampliar minha bagagem de sabores. E essa coisa de agregar, somar coisas diferentes eu adoro. E recomendo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Meu câncer

Sempre gostei de perder algumas horas do dia ou da semana com distrações, chamadas de futilidades por alguns. Pensem o que quiser, mas não consigo viver mergulhada em grandes discussões e assuntos sérios o dia inteiro. Hoje, depois de uma conversa com algumas colegas de trabalho, por exemplo, procurei ligeiramente saber com qual signo o meu combina (sou taurinaa!). A ideia não poderia ter sido melhor. Ao deparar com Câncer, do meu amado namorado, a surpresa foi bem boa. Acreditando ou não, fiquei bem feliz. Hehehe. Confira abaixo o texto extraído do Terra.

Câncer/Touro
Esta é uma dupla perfeita para tudo o que requer a construção através do tempo. Durabilidade, estabilidade, tranqüilidade e amor serão as marcas deste gostoso relacionamento. Ambos nutrem o amor ao lar e à família e estão sempre prontos a ajudar e receber qualquer um que precise de seu apoio e carinho. Podemos dizer que essa é uma combinação quase perfeita para um casamento ou uma relação estável e duradoura. Adoram receber parentes e amigos e ambos sabem receber como ninguém. Esses são os dois signos mais nutridores e cuidadores do zodíaco, portanto, essa dupla tem tudo para dar certo. Ambos são apreciadores da boa e refinada cozinha e dos bons papos com os amigos, portanto, a casa sempre estará cheia de amigos e parentes mais próximos. São ambos reservados, fiéis e lutam pela durabilidade e qualidade do relacionamento. 


Quer saber com qual signo você combina?? Acessa aí Combinação Astral. Boa sorte!! :)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Forever and ever

O que mais gosto nos filmes são as mensagens que ficam no ar quando tudo se acaba. Acho bacana esse negócio de poder ver e acompanhar histórias diferentes e que, provavelmente, nunca irei viver realmente. Dá para aprender e relativizar um bocado! Outro lance que acho bem bacana são as trilhas sonoras. Adoro! E quando não sei o nome da música fico mais emocionada ainda. Corro para o pai Google e tento achar a bendita com algum trecho ou nas fichas técnicas dos filmes. Quanto mais difícil melhor, diga-se de passagem.

O vídeo abaixo, porém, traz uma que não precisei correr muito atrás. Ontem, quando assisti (de novo) ao filme O casamento do meu melhor amigo, com Julia Roberts, logo pensei: "Será que essa melodia já está ocupando espaço na minha pasta do computador?". Antes de providenciar, deixo trechos do filme com a I say a little prayer. Bom proveito!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Telepatas pelas ruas

 Em 2010 pretendia enviar o texto abaixo para alguns jornais. O tempo foi passando, passando e o mesmo ficou engavetado. O pior, no entanto, não é isso. Rui mesmo é o fato de nada ter mudado no trânsito de Santa Cruz do Sul (RS), o que me deixa assustada. Sendo bem realista: tudo parecer ter piorado bastante.


Telepatia. A palavra que rege o trânsito em Santa Cruz do Sul (RS). Um orgulho, afinal não recordo de outro município onde motoristas utilizem o mesmo recurso para se deslocar (se bem que...). Minha impressão é de que somos pioneiros na prática. Entre ruas, avenidas e estradas a lei é direcionar o pensamento para o guia do carro que vem atrás ou que está prestes a passar pelo cruzamento. Nunca reparou nisso? Alguns exemplos facilitarão a mudança de olhar.

Movimento absurdo de fim de tarde. Pais buscam filhos nas escolas, trabalhadores retornam aos lares, visitantes procuram roteiros, vendedores encerram o expediente, pedestres correm para não perder o ônibus e automóveis vagam por meios telepáticos. Com isso, o pisca-pisca deixa de existir. Torna-se uma espécie de acessório. Afinal, cada condutor tem o poder e a missão de entender que o veículo vai virar à direita ou estacionar, não é mesmo? Em meio a tudo isso é essencial prestar atenção aos sinais que vêm da mente. Qualquer descuido pode ser fatal. Alguns ainda tentam sinalizar com o método convencional, mas parece ser em vão. Só a telepatia funciona.

Outro exemplo clássico é aquela freada básica quando o fluxo corre bem. As rodas seguem livres, saltitantes, experimentam a liberdade até que a parapsicologia entra em cena. Cantar dos pneus e aquele impulso para frente. Dependendo da hora, serve para acordar, dar aquela mexida no estômago ou simplesmente tornar as horas mais emocionantes. Mais um ganho da transmissão de pensamentos: faz bem ao coração. Pedestres também se esforçam. Desfilam vagarosamente na faixa de segurança, não esperam a chegada do menino vermelho, no semáforo destinado a eles, entre outras peripécias.

No entanto, é preciso confessar:
Santinha Fashion Week fica bem na Floriano, hein? Terapia budista dentro do carro é ótimo, certo? Alguns ainda adivinham que falta tempo para assistir ao National Geographic e imitam a locomoção de lesmas sobre os paralelepípedos. Fantástico. Além disso, também existe o processo de reflexão junto às cores do semáforo. Geralmente os primeiros motoristas da fila se unem numa discussão telepática sobre o verde. Ficam extasiados com seu brilho, ávidos pela esperança e esquecem de acelerar. É de se observar que hoje os carros geralmente andam quando diante da cor vermelha.

Por mais que pareça interessante, a prática é capaz de embaralhar ideias, confundir motoristas veteranos e estressar os mais apressados. Mesmo que o uso da telepatia no trânsito esteja em crescimento é aconselhável usar os métodos antigos, aqueles que ainda ensinam nas autoescolas. Cordialidade, paciência, respeito e atenção devem disputar as melhores posições na estrada, e ultrapassar a imprudência. Transmissão de pensamentos é ousado e complicado. Nem sempre eles têm a mesma direção.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Da dor, a escrita

Abaixo, texto escrito por mim em 2010, quando Ringo, Pastor Alemão que vi crescer ao meu lado na casa da minha avó paterna, começava a dar seus últimos suspiros. Mesmo que velho, o tema nunca será.


Partidas são doloridas. Mesmo que possa soar ritmado, o sentimento não é. Provoca reações diversas, soluça o coração, convulsiona o certo. Mesmo que a despedida (quando houver) seja para um lugar melhor, a saudade anunciada não perdoa. Por mais necessário que se justifique o ir, é o ficar que ainda clama por um abraço. Na viagem, ficam as lembranças. Lágrimas e suspiros permanecem na estação. Mas é a promessa de sorrisos ainda mais abertos que encorajam, dão forças para continuar no trem, sem pensar em pular. Outra vez.

Tranquiliza saber que a partida pode ter volta. Agora, o que fazer quando ela está próxima e sabemos não ser possível o retorno? A alma adoece. E quanto mais demora, apesar do anúncio confirmado, pior se torna. Lentamente nos deixa. Abandona o lar, as amizades, a existência. É cruel. Tanto para quem parte quanto para quem assiste. Cada hora parece uma eternidade. Os braços cansam de tanto abraçar. Os filmes gastam de tanto rodar. Os baús e os armários se reviram na busca pela melhor história, pela memória escondida que não se pretende apagar. O desespero se alinha e clama, a cada hora, por mais um dia.

Mais uma parte de minha infância está prestes a ir embora. Anos de afagos, latidos e corridas pelo campo podem seguir adiante a qualquer instante. Não vai avisar, muito menos voltar. Seguirá para sempre, para a tal de eternidade. Esta, traiçoeira, deixa rios de lágrimas e algumas histórias a contar. A presença, a companhia, a amizade física, no entanto, deixarão de existir. Enquanto o corpo se entrega procuro ignorar a despedida. Viver ainda o que há para viver e incluir a dor na lista dos esquecimentos diários pode ser uma válvula de escape. Inútil, mas, de alguma forma, possível. Porque depois, mais tarde, quando a corrida não acontecer e os latidos não se propagarem pela estrada, o sorriso vai partir e o brilho das lágrimas vai chegar. Sem pressa de viajar.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

“Não precisa”

Já aviso de antemão: esse não é um post para homenagear ou fazer menção à Paula Fernandes. Calma, muita calma.

***

Decidi que precisava ir ao mercado para fazer umas compras básicas (e agora acabei de lembrar de algo que esqueci) ontem. Infelizmente, ao iniciar a jornada, deixei minha sacola de pano no setor. (Momento consciência pesada). Com isso, tive que carregar duas sacolas plásticas durante todo o intervalo. Tudo bem, concordo que não foi uma grande tortura.

Chegando em outra loja, porém, pude recusar mais uma sacola. Ponto! Já me sentia mais feliz, pois usei as mesmas do supermercado. Logo em seguida, ao comprar chocolates, recusei outra! Mais um ponto!

Quem conhece bem a Heloísa sabe o quanto ela se irrita com desperdícios e se preocupa com reaproveitamento, além de outras questões ambientais.

Quanto a mudança de atitudes, ainda há um longo passo pela frente, confesso. Maaaas, dizer “não precisa de sacola” duas vezes, num intervalo de trinta minutos, fez com que eu me sentisse melhor em fazer parte de tudo isso. Diga “não precisa”!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A sorte está lançada

Das eternas amizades de escola, quantas ainda perduram? Lembro quando formávamos grupos de amigas e ainda fazíamos pactos de amizade. Talvez o processo tenha sido equivocado, mas o fato é que não adiantou muito, não. Refiro-me à proximidade, ao contato, à intimidade. Nem um telefonema mais, nem um e-mail, uma mensagem sequer no Facebook. E essa perda de laços, intrigante muitas vezes, é normal. Para mim, para o vizinho, para meus pais e para todos aqueles que se aventuram pela vida. Claro, para as regras existem (sempre) exceções.

Os amigos de hoje, as pessoas que estimo, que admiro, que confio podem estar longe num futuro próximo. Quantas vezes isso já aconteceu? Os melhores amigos de ontem não existem mais. Ou deixaram de existir com a mesma intensidade de antes. O tio preferido agora tem outros afazeres. A avó já não sente mais prazer em preparar bolos e bolinhos. Culpa de alguém? Nem pensar. A vida é assim mesmo.

Deseja-se, então, que determinadas situações não se concretizem, que as profecias dos pais passem por “coisas de pais”. Nesses casos desejar se torna prática em vão. Planejar o futuro é impossível. A pessoa que está ao nosso lado hoje, pode não estar amanhã. Aí entra a velha história (meio manjada já) de aproveitar cada minuto. A vida é uma eterna loteria.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Recomeço

O medo que possuía em não conseguir manter o blog deixou de ser coisa da mente para se tornar realidade. Dias e semanas corridas, além de outros pretextos, fizeram com que deixasse o projeto "meu querido blog" de lado. Maaaas, como tudo nessa vida, acredito que as tentativas de reconciliação são sempre válidas.

Abaixo segue um texto que escrevi em 2010, quando pretendia iniciar a vida de blogueira (e que deixei arquivado no e-mail para eventual publicação). O conteúdo expressa minha agonia, sentimento que toma conta de mim nesse momento. Vamos lá. Mais uma tentativa!
 
Meu estômago abomina começos. Se retorce, contrai os sentimentos, expulsa o sono, serve chá para a angústia e almoça ansiedade. E não importa o início. Seja na volta às aulas, no primeiro encontro amoroso, no novo emprego ou na fala diante de estranhos o medo predomina. Junto ao ciclo interminável de assombros chegam as dúvidas e, de vez em quando, o desabafo. Por qual motivo parece tão difícil diante do espelho? Ao olhar para a mesa ao lado, durante a conversa no messenger, nos escritos fascinantes e nos prêmios concedidos aos vitoriosos tudo parece mais fácil, leve, confortante.

Mas relutar pelos inícios é inútil. Todos os dias necessitam recomeços. Sair da cama, cumprimentar desconhecidos na parada de ônibus, conceder lugar no restaurante, tirar as dúvidas ingênuas, compartilhar o sono durante a volta para casa, acreditar num sonho melhor e num amanhã possível. Mesmo que pareça irrelevante, são ações primeiras que resultam nos maiores medos. E todos eles, na verdade, dão forma aos principais objetivos, às grandes aspirações e aos maiores desejos. É assim que me sinto. O vai-vém de emoções faz estremecer minhas estruturas e, ao mesmo tempo, permite que ainda sejam sentidas.

Este primeiro texto, do meu primeiro blog pessoal, assim como todos os projetos que encaro, também é um medo. Se traduz no receio de não escrever coisa com coisa (os dois primeiros parágrafos podem ser um indício), de não ter forças para continuar ou, simplesmente, de decepcionar meu eu. O esforço e o comprometimento não podem ser em vão. Criar e não dar continuidade é o berço da frustração. Minhas expectativas são muito esperançosas para que sejam deixadas de lado, no canto do esquecimento. Meu medo inibe, mas também fortalece. Seja bem-vindo.