No Clube da Helô você não paga mensalidade, não precisa de carteirinha, nem de exame médico. Aqui, quem tem mente aberta, bondade no coração e alegria no sangue é visitante vip. E para esses a entrada é liberada! Seja bem-vindo! :D

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Meu guri

*Texto de 22 de janeiro de 2015

Tenho medo da velhice. Mesmo que a vida por lá possa ser bem bacana, tenho medo. No passar dos dias, contudo, procuro não pensar muito nisso. Tento focar naquele lance de aproveitar o hoje, sem se ocupar muito com o que vai me acontecer láááá para frente. Afinal, nem sei como é ser, na pele, idoso (ainda posso usar esse termo?). Não sei mesmo...

Quanto ao assunto, porém, posso afirmar que soa bem estranho ouvir que seu cachorro se tornou um “velhinho”. Foi exatamente o que escutei, ao lado da minha mãe e do meu irmão, na segunda-feira, da médica veterinária. Sabe aqueles dias que você evita pensar, justamente, para que não chegue? Pois, é.

O fato é que chegou a hora. O Zeus, bebezinho em dezembro de 2005, cresceu e agora faz parte da galera dos bailes da melhor idade. Apesar de ter levado uma espécie de soco quando perguntei sobre a expectativa de vida (os grandes cães chegam, em média, até os 14 anos), torço muito para que nada daquela conversa tosca tenha invadido os ouvidos do Zeuszulino.

Acredito que, se ninguém disser a ele, o totó vai continuar agindo como um menino. Apesar de algumas enfermidades estarem chegando para a temporada de férias, ele precisa manter a mente jovem. Não é assim que contam os segredos para levar a vida de boa?

Ele vai continuar se exercitando, correndo atrás de raposas, lebres, lagartos e caminhões de leite; vai manter os “olás” cheios de energia que nos oferta quando chegamos à chácara; vai continuar sendo o guri vistoso que o entregador de pizza amou desde o primeiro instante; vai continuar a teimar, como bom Dobermann que é. Ele só vai começar a comer ração Sênior... E isso, pois recomendações médicas precisam ser seguidas.

Prometo, até, parar de chamá-lo de meu “véio”, de notar os pelos brancos que crescem desesperadamente, de contar nos dedos os aniversários (até porque depois desse ano vai faltar mesmo). Pode até ser que meu egoísmo de “mãe” esteja florescendo. Mas só quero que ele não pare de ser esse adolescente, de me ensinar um tanto de coisas novas todos os dias.


E que ele continue fugindo de mim quando quero medicá-lo. Afinal, toda essa rebeldia e arte deixam claro: a idade não importa. Há almas que jamais envelhecem. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário