Domingo, sol e sorvete (de máquina). A combinação, pra mim, é perfeita. Nada melhor que sair despreocupada de casa, curtir uma delícia ao ar livre, apreciar boas companhias e torcer para uma semana tranquila. Ontem meu dia foi assim. Simples, mas delicioso! E ele ficou melhor ainda quando presenciei uma cena linda e intensa em inocência.
Sentada, observando a rua, vi uma mãe que passeava com o seu bebê. Enquanto empurrava o carrinho, foi abordada, em certa altura, por uma menina com seus três anos de idade. A mulher não teve opção. A criança simplesmente a fez parar, quando ficou em frente ao carro, para dar um beijo no outro pequeno ser. Lindo demais!
O mundo infantil permite essas coisas e muito mais. Senti saudades do meu tempo. Imagina hoje, eu, com 23 anos, parar repentinamente uma mãe para dar um beijo no seu nenê? A não ser que seja uma conhecida, a ação não seria vista com bons olhos. Desabafei para meu namorado e cogitei querer ser criança novamente.
Naquele momento, suspirei e disse: “Toda criança deveria ter noção do quanto é bom ser criança”. Sentir saudades é contestar a existência de bons momentos. Não dá para voltar a ter cinco anos. Assim como não dá para voltar à adolescência (ainda bem!).
Do beijo, na tarde de domingo, entendi, mais do que nunca, que não se pode voltar atrás. A vida permite apenas aproveitar ao máximo, aprender com os erros e acertos do passado e curtir, mas curtir muito, o hoje. Menos de dois meses me separam dos 24 anos. Até lá, preciso continuar a tornar meus dias inesquecíveis sendo a criança, a adolescente e a adulta que sou. Mãos à obra!


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