No Clube da Helô você não paga mensalidade, não precisa de carteirinha, nem de exame médico. Aqui, quem tem mente aberta, bondade no coração e alegria no sangue é visitante vip. E para esses a entrada é liberada! Seja bem-vindo! :D

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Nossos looks

Abrir um mercado. Esse foi o grande sonho que carreguei por anos (e acho que ainda carrego). Neta de comerciante, fiquei louca de faceria quando meu pai abriu um, lá em 1995. Vi o velho armazém abrir suas portas e esperar pela prosperidade. Ainda lembro da foto que tirei, ao lado do meu irmão, segurando balões, em frente ao prédio e ao lado da placa "Aqui, mercado".

O destino, no entanto, reservou uma surpresa. Ao ser chamado para trabalhar na Afubra, o seu Mário deixou o mercado de lado, ou melhor, deixou aos cuidados dos irmãos Clóvis e Marco. Mesmo assim, me deliciava a cada ida até lá. Acompanhava as vendas, conferia novos produtos e torcia, torcia muito, para poder atender alguém. A grande realização da pequena Heloísa. Que saudade!

Com o tempo vi os negócios prosperarem. Novos carros, ampliações, investimentos. Compartilhava o negócio dos tios como se fosse o meu. Mais uns anos se passaram e também acompanhei, triste, a segunda falência. Os motivos não convêm comentar aqui, apenas minha desilusão e desolação. Era o fim do conto de fadas.

***
O espírito empreendedor, contudo, jamais morreu. Falta coragem, eu sei, mas dei um grande passo nesse ano. Com algumas peças de roupas em mãos, a ideia de promover um brechó. Sendo a única a acreditar que poderia dar certo, insisti e fiz (relembre aqui). Deu certo. A partir daí ganhei mais que uns trocados. Ganhei um grande time de sonhadores.

Assim, no último sábado ocorreu o 2º Brechó da Lolô. Após passar a tarde do feriado organizando o espaço, as portas foram abertas, no dia 8, para que pessoas pudessem adquirir peças por valores populares. Eu, e todo o time que me acompanhou (e que vai continuar me acompanhando) acreditamos que a valorização parte da compra, mesmo que pequena.

Das 10h às 16h recebemos uma porção de pessoas bacanas. E rimos, compartilhamos um dia ao lado de amigos, coletamos histórias, trocamos experiências, além de nutrir um sentimento engraçado de cumplicidade no projeto "louco" que deu certo.

Gostaria muito que meu avô estivesse vendo tudo isso, onde quer que ele esteja. Mais do que um brechó, a equipe deu vida ao velho armarinho, que recebia viajantes, vendia da linha ao tecido, que levava força e alegria a centenas de lares do Rincão da Serra.

Obrigada a todos que estão fazendo parte disso tudo. Estou enriquecendo minha alma e meu coração. Dia 10 de novembro tem mais. E eu não vejo a hora de viver de novo isso tudo, de sentir toda essa emoção mais uma vez.


Nenhum comentário:

Postar um comentário