Sempre gostei de fazer compras com minha mãe. Não pelo fato de ganhar presentes, mas para poder brincar de ser vendedora. Diante da falta de vontade e da preguiça de muitas atendentes, sempre me saía bem nas investidas. Gostava de procurar pela melhor peça, pelo melhor preço.
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Sou daquelas que precisa de uma tarde inteira dentro de uma loja para achar algo que realmente agrade. Não basta revirar somente uma arara. É preciso garimpar em cada canto, farejar a grande aquisição.
Nesse tempo, também aprendi que bom atendimento não se acha tão fácil como deveria. Além de caras feias, falta de simpatia, ainda há aquelas terríveis perseguições dentro do estabelecimento. Devia ser promoção: "enquanto se escolhe uma blusa ou calça, aproveite para se sentir um ladrão".
Ainda no comércio, que não é só de caras feias (felizmente!), ficava imaginando como seria se eu pudesse fazer tudo aquilo. O que o manequim iria vestir? Como seriam as promoções? E o atendimento? E a decoração temática, trocada de mês em mês? Ah, criatividade, muita criatividade.
O engraçado disso tudo é que jamais imaginei ter o próprio negócio. Sentia prazer no fingimento, mas não enxergava a o óbvio. Em 2012, então, enquanto o mundo não acabava, o destino se encarregou de tornar o divertimento em coisa séria. Tudo isso sem perder o riso, os planos e os sonhos, grandes e verdadeiros.
Ps.: visite www.facebook.com/BrechodaLolo e entenda mais o sentido deste texto.
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