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sexta-feira, 7 de junho de 2013

"Danada vem que vem"

No Rincão da Serra, onde passo grande parte dos meus dias, há uma escola, a Dom Pedro II. Singela, com cercas novas, pátio imenso, abriga um pequeno número de alunos. De segunda a sexta é lá que eles têm a chance de fazer e ser história.

Aos cuidados de apenas uma professora (que é, também, merendeira, diretora, faxineira e sabe-se lá o que mais), imperam sonhos de reinados inocentes (?), distintos e cheios de juventude.

Nessa mesma escola, de onde florescem boas lembranças (aqui surgem mais histórias de minha linda infância), sons desconcertantes voam junto com os pássaros. Às vezes, quisera eu que não passassem daquele pátio, que voassem, literalmente, para bem longe. Vizinhos, no entanto, precisam conviver, nas alegrias e nas tristezas.

Pelas 15h 30, quando inicia o recreio, meninas e meninos se reúnem para cantar. É nesse momento, geralmente, que caio em desespero. O coro seria lindo, esplêndido, de arrancar largos sorrisos, não fossem as letras de funk. Isso mesmo: FUNK. Pequenos, no auge de seus sete, oito, nove anos cantam, em alto e bom tom, o que chamam de música.

Vai danada vem que vem
Rebola até o chão
Requebra que hoje
Eu quero ver bumbum mexendo
Vou pedir pro dj toca só pra te ver dançar
Vem pro meu mundo se acabar


E aquilo não sai mais da minha cabeça. Vira, mexe e remexe, causa estragos na sutil esperança de Heloísa. Crianças e funk, crianças e funk, crianças e funk. Nessas horas começo a torcer para que 1 + 1 = 3 esteja mais certo do que isso. Torço, de coração, para que aquela casa muito engraçada, sem teto e sem nada volte a ser construída por ali. Um dia.

A música do vídeo abaixo é outra que as crianças adoram. :O (!!!)


Ps.: claro que as preferências musiciais duvidosas não são exclusividade das crianças do Rincão.

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