Depois do almoço, reservei o intervalo de hoje, quarta-feira, para mergulhar em livros. Mesmo com a indecisão do tempo, segui na companhia de raios de sol e pingos de chuva para a Praça Getúlio Vargas, em Santa Cruz do Sul (RS).
Lá, em meio às barraquinhas da 25ª Feira do Livro, desejei que todas as crianças possuíssem vales-livros de valores infinitos. Ah, tantas eram as belezas dedicadas ao mundo infantil. Deu vontade de pedir ao professor Pardal uma máquina para voltar no tempo. Não dá para entender como isso ainda não existe!
Na primeira livraria que visitei, um moço gentil logo perguntou a mim, e a outra moça que passeava por lá, se poderia ajudar. Antes que alguma de nós respondesse, ele logo avisou, de maneira engraçada: "Só não vou ter como resolver se for ajuda financeira".
E era justamente essa que eu queria. Em meio a tantas obras, tantos títulos, tantos mundos de papel me senti miserável. Ah, maldito fim de mês. Não sei se é TPM ou se tudo estava tão bom mesmo, mas quis comprar dezenas, centenas, milhares de histórias.
Lembrei da família toda. Mãe, sogra, irmão, cunhada, afilhado, gata... Tentava esquecer de minha carteira quase vazia, mas era impossível. Ainda tive que devolver produto. Pensei que R$ 19,90, quando, na verdade, custava R$ 39,90. Tristeza absoluta.
Mesmo assim, segui otimista e consegui adquirir algumas preciosidades. Fantoche, livros para colorir e educativos, clássico da literatura e até um auto-ajuda (esperança de ver certa pessoa mais animada) preencheram minha modesta listinha de compras. Agora, até o quinto dia útil do mês de setembro não posso gastar mais nada. Mas estou tranquila. Já programei passar esse tempo sem gastos, na companhia de minhas pequenas maravilhas.



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