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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Minha vergonha

Sexta-feira foi um dia corrido, mas feliz. Afinal, o fim de semana batia à porta. Depois do trabalho, e da academia, me joguei ao descanso do lar. Enquanto engordava na cozinha, meu pai chamou para ver "o bicho". Eis que, na nossa residência, no Centro de Vera Cruz (RS), uma raposa decidiu aparecer.

Até então tudo tranquilo. A pobre permanecia assustada, agarrada com todas as forças na pequena árvore que cresce no pátio. Descoberta, sem a proteção de folhas, a pequena permaneceu ali por um bom tempo. Não tentamos nada contra ela. Apenas observamos (que os criadores de galinha das redondezas nos perdoem).

Em seguida, meu irmão chegou à conclusão de que ela estava ali por um motivo. Com um novo loteamento, próximo à nossa casa, a tal raposa não encontrou mais refúgio. Precisou se aventurar por terras desconhecidas. Correr riscos para tentar sobreviver em meio a tantas incertezas.

Com a reflexão em mente, não consegui ficar imune ao sofrimento do animal. No nosso lar, nada aconteceu. Mas adiante, o que estaria para acontecer? Morri de vergonha de todo o mal que o homem já fez, ainda faz e vai fazer. Às vezes, quando vejo o preço do desenvolvimento, penso que deveríamos ter parado no tempo. Ou não. Talvez seja necessário conviver com outras raposas para saber.


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