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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Amor de abajur

Depois um fim de semana agitado, encontrei um tempinho para abraçar as cobertas, no domingo. Quando sentei na cama, pronta para cair no sono, senti um olhar saudoso. Era ele: o abajur. Quando o vi no canto, paradinho sobre a escrivaninha, sentindo falta de brilhar me dei conta do quanto havia abandonado o pequeno.

Logo ele foi ficar de lado. Tão lindo, roxo, rosa, emoldurado de forma artesanal em cano de pvc, de paisagem deslumbrante, vindo lá das bandas de Santa Catarina... Coitado do abajur. Fazia uns dois meses que estava apagado, quase entrando em depressão.

É engraçado como tudo nos faz lembrar dos amores perdidos, logo que se perdem. E com o abajur não seria diferente. Ele era testemunha das horas que eu e o Vagner dedicávamos para compartilhar sonhos, projetos, medos, conversas, lágrimas e todo o amor que tínhamos (reforçando bem o verbo).

Mas ontem decidi fazê-lo brilhar mais uma vez. Fiz as pazes (sem nem ter rompido) com o abajur. O perdoei por trazer tantas lembranças. A luz, dessa vez, iluminou o quarto de uma maneira diferente. Todos os pontos, brilhantes nos armários, no teto e nas paredes, fizeram renascer sonhos. Desta vez sozinhos, sim, mas cheios de luz.

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