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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Minha espontaneidade

Não sei quando foi, mas creio que perdi um pouco da verdadeira Heloísa. Sinto isso todos os dias, mas tem vezes que o sentimento aparece com mais intensidade. Tenho a impressão de que o espontâneo, o simples e o divertido me deixaram há anos. Nas novas relações e amizades parece que nunca mais consegui ser a mesma de antes. E numa breve auto-avaliação, acho que isso não foi tão bom assim.

O tempo passou. Amadureci com erros, com acertos e com novas companhias. Sou feliz por tudo o que arrecadei, mas parece que deixei de lado algo que não gostaria de ter deixado. Quem dera poder voltar à quinta, sexta série no colégio e reviver momentos eternamente. Quem dera ter ficado lá, penso de vez em quando. Brincar na casa da avó de uma colega, ser dedurada por atravessar a rua e comprar pirulitos, fazer novas excursões a cemitérios, cantar e pular em frente às câmeras de hotéis, recolher lixo até cansar. Ah, quem dera.

Por sorte, ou não, o tempo passa. A criança, a adolescente fica de lado para se tornar adulta. Como se isso fosse grande coisa. Horários a cumprir, problemas de gente grande para resolver, homens para dar dor de cabeça, salário que sempre parece pouco diante de tantas contas. Ah, felizes os tempos em que a maior preocupação era a prova de matemática no dia seguinte, que o maior medo era enfrentar o diretor, que os melhores minutos eram o do recreio.

As pessoas que mais marcaram minha vida vieram da escola, se consolidaram entre brincadeiras de criança e angústias nem tão agustiantes. Amigas que carrego até hoje como se fossem medalhas de ouro, jóias que se ganha uma vez só na vida e que não dá pra achar igual em nenhum outro lugar vieram nos tempos de Big Big, Kevitos e tazos.

Mesmo que o tempo surja maldoso, vilão, querendo separar tudo isso, é a vontade em querer reviver dias preciosos que me emociona. Hoje, até chorei de rir de novo. Fazia tempo que minhas lágrimas não eram tão espontâneas assim. Obrigada, gurias.





2 comentários:

  1. Amei ter relembrado de tudo... e lembrar q éramos felizes nakela época, mas não nos demos conta :)Bjs, Dai N.

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  2. Verdade, Dai. Somos felizes agora, é claro. Mas parece que tinha algo mágico naquele tempo. No fundo nós juntos éramos toda a magia. bjão

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