Nos tempos de escola lembro que meus amigos e colegas me achavam séria demais. Nunca dei muito bola para isso. Para mim não fazia sentido o que eles diziam. Eu, que sempre brincava com todo mundo e que gostava de rir até chorar. Seriedade, parecia estar distante.
Semanas atrás pensei nisso novamente. Ao dar conselhos a um amigo, eis que ouço: "Ah, tu pensa igual a minha mãe". Há meses havia escutado isso de outras duas amigas. Desde então não consegui parar de pensar no que foi dito lá nos tempos de Ernesto. Eram videntes os meus coleguinhas? Por qual razão não tiveram outras visões e disseram que eu seria muito rica, que tal pessoa seria o amor da minha vida?
Confesso, meus pensamentos são racionais demais de vez em quando. Ao me olhar no espelho, muitas vezes tenho a impressão de que é a mãe, o pai, os avós, os tios que refletem. Que idade eu tenho mesmo?
Nas visitas que fiz a produtores, no oeste catarinense, me apaixonei pelo estilo de vida deles - na verdade, isso geralmente acontece quando vou a campo. Sempre almejei mais calmaria, mais qualidade de vida, mais tranquilidade, mais paz. Não curto holofotes, prefiro montanha no lugar de praia, gosto de andar descalça pela grama do que assistir televisão, adoro de paixão comidas feitas no fogão à lenha do que Mc'Donalds.
Serei eu um ser perdido da geração 80/90? Finalizo o texto. Desligo o note. Preciso pensar.
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