O dia 15 de outubro, dedicado a homenagear os professores, chega ao fim e eu ainda não sei se há algo a comemorar, de fato. É que a profissão anda tão desvalorizada que chego a sentir vergonha alheia diante de alguns professores. Fico sem jeito, é claro, com aqueles mestres que realmente querem ensinar, que nasceram para isso e que vão morrer querendo dar jeito nesse País tão estranho. Vergonha demais por quase não poder fazer nada para reverter o quadro.
Diariamente ouço, da minha mãe (professora), histórias sem cabimento sobre o cotidiano escolar. Às vezes dá vontade de ir até lá e mudar tudo. Pegar na mão gente que não tem jeito e levar para longe. Pais que não exercem seus devidos papeis, alunos que não veem além do próprio umbigo, burocracias indevidas, entre outros se agrupam e constituem obstáculos para a construção de uma boa educação.
Mais vergonhoso do que isso, contudo, são os falsos professores. Escravos da comodidade sustentam ideias ignorantes, não movem montanhas para educar e ainda estufam o peito para clamar por mais valorização, principalmente no dia de hoje. Ah, insuportáveis são eles. Sem falar naqueles que desrespeitavam na época de alunos e agora querem cantar para todo o mundo o real valor de um professor. (Espero que hoje saibam mesmo).
Enquanto uma breve revolta vaga pelo meu ser, aproveito o texto para homenagear, elogiar e honrar também. Quem acompanha de perto os percursos de um professor sabe que não é nada fácil entrar em uma sala de aula e mostrar caminhos, dos mais diversos, a um grupo de pessoas, sejam crianças, adolescentes, adultos, idosos. É preciso lutar contra uma série de absurdos, mas é preciso acreditar, ter esperança e fé, antes de tudo. É preciso colher otimismo onde há enxurradas de empecilhos.
Enquanto isso, espero, de verdade, poder escrever algo mais animador no dia 15 de outubro do ano que vem. Haja bons professores para tanta mudança.
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