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terça-feira, 19 de junho de 2012

De esquerda

Se minha avó paterna tivesse participado ativamente do meu processo de alfabetização tudo teria sido diferente. Claro que não lembro, mas nos primórdios de minha escrita, contam que ela aterrorizava meus pais: "Essa criança não pode ser canhota. Tem que escrever com a outra mão!". A luta dela foi em vão. E não lamento por isso (muito pelo contrário). E lamentaria menos se não fossem as dificuldades esquerdianas que surgem de vez em quando.

Devido à campanha Lã para o frio decidi aprender a tritocar. Ontem, segunda-feira, quando estava perto de ter minha primeira aula, eis o obstáculo: como um destro ensina um canhoto? Logo veio à tona a lembrança do meu namorado tentando me ensinar a tocar violão. Adivinha qual foi a primeira preocupação dele? "Mas como vamos fazer se tu é canhota?". Momento para risada maligna de minha avó.

As dificuldades na vida de um "esquerdista" ainda são maiores. Ao escrever um simples cartão a luta para não borrá-lo é grande. Portanto, escrever à mão sem sujar os dedos é outra missão. Encontrar uma cadeira com apoio para o braço esquerdo, em concursos, é outro dilema. Ó, céus! E por falar em religião, por que Jesus não sentou à esquerda de Deus Pai Todo Poderoso? E por falar em trânsito, porque permitem conversão à esquerda, prática que provoca confusão? E por falar em ensino, porque as pessoas não cursam faculdade de Esquerdo?

Mas mesmo que o Google aponte coisas como "canhotos vivem menos", "canhotos são mais mal-humorados", "canhotos morrem mais cedo" também existem os defensores de "canhotos são mais inteligentes", "canhotos são mais criativos", "canhotos são mais espertos" e por aí vai. E é claro que sou fã dessa última linha de pensamento, se é que entendi direito.

 Pelo menos o coração está do nosso lado



 

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