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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Ti(r)os da vida

Certa vez, quando contava feitos de um tio para minha mãe ela disse: "Daqui a uns anos talvez vocês nem se falem mais". Achei aquilo um absurdo. Como uma relação tão intensa poderia acabar? O tempo foi passando e minha revolta começou a ficar com as bochechas vermelhas. Era vergonha por ter existido.

Na verdade, a indignação, nesse caso, pode até ganhar ares de um choro antecipado pelo que vai acontecer. Uma luta inútil contra o futuro. Afinal, sempre tive (e ainda tenho) medo das premissas de minha mãe. Várias vezes ela acertou em cheio. Sobre amigos, sobre amores, sobre estudos, sobre trabalho. Como pode isso? Experiência, erros vividos, creio eu. E a angústia se antecipa. Quais serão suas próximas adivinhações?

No domingo, dia 17, a família se reuniu para celebrar mais um ano de vida de um integrante. Dois anos de um ser pequeno, mas de grande energia. Meu afilhado, filho de outra tia. Quando nasci ela vivia seus vinte e poucos anos (e eu também aproveitei eles). Agora, vivo meus vinte enquanto o filho dela começa a curtir a vida.

Do namoro na sala vi surgir uma casa, um casamento. Na morada nova eu e meu irmão fazíamos e acontecíamos. Era o paraíso dos sobrinhos. Anos se passaram e crescemos. Em nossos tios também cresceu algo, a vontade de ter filhos.

No curso normal da vida, deixamos as noites de "férias" por outros interesses. Eles trocaram o ritmo de suas vidas pela dedicação a crianças ainda mais especiais: seus três filhos. Agora, é a vez deles, meus primos. A vez deles. Aproveitar, brincar, sonhar, se rebelar. Antes que seja tarde. Antes que presságios maternos cheguem aos seus ouvidos.


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