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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lembranças soltas

Segunda-feira. Dia oficial de Heloísa se atrapalhar pela manhã. Afinal, o primeiro dia útil devia ser reservado para descansarmos do fim de semana, não é mesmo? Ok, ok. Desculpas preguiçosas à parte, vamos ao que interessa.

Hoje pela manhã quase perdi o ônibus. De novo. Seria a segunda vez em menos de uma semana. Tsc, tsc, tsc. Como sou adepta a um meio ambiente mais limpo, a um trânsito menos caótico, a uma economia de money, e por aí vai, de vez em quando uso o transporte coletivo para vir trabalhar. Por isso, de vez em quando saio atucanada de casa. Passos largos, respiração ofegante e ônibus me deixando a ver navios.

Mesmo na correria, que dessa vez serviu para alguma coisa, consegui captar uma cena interessante. Ao lado da caixa d'água (sim, eu moro perto dela!), em Vera Cruz, existe uma escola. No momento em que passei pela frente, no outro lado da calçada, percebi que crianças tomavam o pátio. Mesmo sem conseguir saber se aproveitavam o intervalo ou se realizavam atividades de aula, notei dois elementos junto às crianças. Eram policiais.

Sem entender o que estava acontecendo, apenas notei que crianças abraçavam a dupla. Foi aí que voltei aos anos 90. Quando pequena, simplesmente A-DO-RA-VA passar no Centro de Santa Cruz do Sul para acenar aos policiais. Chegava a ficar de joelhos, no banco de trás, para dar o último adeus. Por incrível que pareça, numa dessas acertei.

O tempo passou, cresci, virei jornalista e motorista, li livros, artigos, assisti a filmes e nunca mais fiz questão de acenar para os tais guardiões (salvo exceções). Os motivos? Dessa vez prefiro deixá-los nas celas.


Foto: Internet

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